Noite dos mascarados.

O ano 1972.
Cidade do Rio de Janeiro.
Baile de Carnaval.

Ela,Maria,do lado esquerdo do salão, ria alto, flertava com rapazes e raparigas que a fizessem bem aos olhos.E ela se sentia livre. A máscara a permitia ser um personagem qualquer além de si mesma.

Maria dançava e fazia giros guiada por rapazinhos cheios de espermatozoides e hormônios.Falava alto, era uma senhora mulher extrovertida e confiante devido a experiência e sabedoria que adquirira ao longo da vida.

Do outro lado do salão, em canto mais quieto estava Ana.Uma menina-moça,humilde,simples,tímida e quieta.
Não esperava muito da vida, afinal havia sido criada para viver a realidade.
Mas nessa noite, com aquela máscara isso não importava.
O namorado estava longe, e os amigos já haviam ido embora, ela ficara ali, pois gostava das marchinhas, e gostava das máscaras, do mistério de quem poderia ser o quê.

Não passou muito tempo até Maria notar Ana.
E Ana sentiu o olhar de Maria.
Passou com os olhos pelo salão procurando para ver se alguém a observava, e viu Maria.
Não podia tirar os olhos de Maria.
Sentiu a vermelhidão dentro do corpo, também conhecido como atração.
O olhar de Maria fixo em Ana já deixava claro o que desejava de Maria.

Maria então se aproximou e a convidou para dançar, estendendo a mão.
Ana não hesitou.Postou sua mão sober as mãos macias de Maria e elas começaram a dançar e rodar pelo salão.

Se você estivesse ali, te garanto que também deixaria uma "ah" de encanto escapar.

-Quem é você?- Perguntou Ana
-Adivinha se gosta de mim- respondeu Maria.


Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:

-Quem é você?, diga logo...-Perguntou Maria.
-...Que eu quero saber o seu jogo-completou Ana.
Maria sorriu de lado e disse:
-...Que eu quero morrer no seu bloco.
-Que eu quero me arder no seu fogo-Ana terminou olhando fixamente àquela estranha tão perfeita.

Maria vendo que não receberia uma resposta decidiu começar a falar:
-Eu sou seresteira, poeta e cantora.
-O meu tempo inteiro só zombo do amor- disse Ana rapidamente, e tremeu ao perceber que talvez fossem diferentes.

Maria vendo o medo da menina transformou aquilo em um jogo.
-Eu tenho um pandeiro-Maria falou sorrindo.
Ana entendeu e continuou:
-Só quero um violão.
-Eu nado em dinheiro
-Não tenho um tostão.-Maria sem saber o que falar,pensou e então ana notou continuou-Fui porta-estandarte, não sei mais dançar.

-Eu, modéstia à parte, nasci para sambar-Maria sorriu de lado ao soltar essas palavras.
-Eu sou tão menina
-Meu tempo passou
-Eu sou Colombina
-Eu sou Pierrot
Ela riram ela brincadeira, mas de uma forma estranha aquelas verdades doíam.Saber que eram tão diferentes,de certa forma machucava.

Maria então começou:
-Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você.
-Amanhã tudo volta ao normal-ana estava preocupada com o que seria do outro dia, mas percebeu que talvez aquilo tenha sido franco demais completou-Deixa a festa acabar.Deixa o barco correr.
Maria concordou com a cabeça.Beijou os lábios doces de Ana:
-Deixa o dia raiar,que hoje eu sou da maneira que você me quer.O que você pedir, eu lhe dou,seja você quem for,seja o que Deus quiser.

Ana sentindo que amaria para sempre aquela estranha, e que esse sentimento seria eternamente recíproco pois durou tão pouco tempo murmurou:
-Seja você quem for, seja o que Deus quiser.

O baile continuava e elas conitnuaram dançando.
A noite terminara como uma noite que, de tão cheia de amor e liberdade, durou pouco, como qualquer coisa boa demais como um grande amor.

O dia seguinte chegou, Maria abriu os olhos e não havia mais nada lá, além da máscara de Ana.Não esqueceria Ana, e Ana também não esqueceria de Maria, mas uma não sabia da outra, porque agora não importava mais.
E assim foram viver suas respectivas vidas.
Afinal, fora Carnaval.
E agora eram apenas memórias.

[...]

Não consigo terminar isso. Alguém me ajuda!

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